ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DO

PATRIMÓNIO DE SINTRA

 

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HOMENAGEM

AO

PROF. MÁRIO DE AZEVEDO GOMES

1885-1965

 

Mestre da ciência florestal, político emérito, cidadão exemplar

 

EXPOSIÇÃO

Galeria Real

São Pedro de Penaferrim

5 a 29 de Junho de 2008

 

 

Nota Biográfica

 

Mário de Azevedo Gomes (1885 – 1965)

Mestre da ciência florestal, político emérito,

cidadão exemplar e grande amigo de Sintra

 

Homem de ideais, de coragem e frontalidade, devotado à causa pública, foi simultaneamente um agrónomo e um silvicultor distinto e interveniente e um Mestre na arte de transmitir saber, pelo seu elevado poder de comunicação tanto falado como escrito e pela capacidade de sensibilizar os seus alunos para a enorme responsabilidade social dos técnicos agrários universitários.

Foi um batalhador, num país que se queria agrícola, pela importância da floresta como solução para os nossos solos pobres, para um adequado ordenamento do território, para a correcção da torrencialidade e erosão, para a preservação do meio natural e  defesa  da paisagem.

Natural da Ilha Terceira, Açores ,concluiu o curso de Agronomia em 1907, iniciando pouco depois a sua longa colaboração  no ensino agronómico como preparador do Laboratório de Nosologia Vegetal, do qual transitou para a Escola Nacional de Coimbra. A partir de 1914–1915 ingressa como professor de Biologia Geral no Instituto Superior de Agronomia, tendo sido titular da cadeira de Silvicultura  durante 40 anos.  Assumiu ainda a regência de outras cadeiras como Patologia Vegetal, Botânica, Economia Florestal, História da Agricultura,  Mesologia  Colonial e Regime Silvopastoril.

 Desempenhou, além do ensino, cargos públicos de maior relevância: Chefe de Repartição do Ensino Agrícola, Director-Geral do Ensino Agrícola, Director Geral do Ensino e Fomento no Ministério de Agricultura; foi Vogal do Conselho Técnico Florestal, Conselho Técnico de Meteorologia , Conselho Técnico  Aduaneiro  e

 

Conselho Técnico Superior de  Agricultura; foi ainda por curto período Ministro da Agricultura. Integrou durante muitos anos a  direcção  da  revista Seara Nova.

Foi político destacado na oposição democrática ao Estado Novo, tendo recebido em 1980, a  título  póstumo, a Ordem da Liberdade.

Ficaram na memória de todos os seus alunos as estadias no Parque da Pena para aprendizagem de Silvicultura e Dendrologia.  A ligação a Sintra acompanhou-o ao longo de toda a sua vida – dos passeios na  infância e juventude  com a sua avó, Condessa d’Edla, acompanhando os trabalhos no Parque da Pena, ao seu casamento na Igreja de Santa Maria, às férias passadas na Quinta da Abelheira com a família, às aulas e exames que ministrou no Parque da Pena e por fim os estudos de investigação que culminaram na obra notável que é a Monografia do Parque da Pena.

Publicou cerca de 40 livros, metade dos quais relativos à silvicultura e numerosos artigos em jornais e revistas da especialidade e ainda artigos na imprensa diária. Os temas  de eleição foram a Política Nacional, a Agricultura e o Ensino Superior.  Destacam-se, pela sua importância florestal, as Lições de Silvicultura, Silvicultura, Estudos Dendrológicos e a Monografia do Parque da Pena.

 

 Neiva Vieira           

(Eng.º Silvicultor)       

 

 

 

ROTEIRO DA EXPOSIÇÃO

 

 

1 - Quadro a óleo do homenageado da autoria do pintor algarvio Samora Barros.

 

2 - Conjunto de seis painéis sobre a vida e obra do professor Mário de Azevedo Gomes através dos seus escritos e das homenagens que lhe foram prestadas.

 

3 - Conjunto de dois painéis sobre a Serra de Sintra que tão grande importância teve na sua vida pessoal e profissional.

 

4 - Vitrine contendo diversos objectos pessoais.

 

5 -  Vitine com originais de alguns trabalhos que publicou.

 

6 - Conjunto de quinze tripés com excertos de textos sobre o Professor Mário de Azevedo Gomes.

 

7 - Duas caixas vitrine com bibliografia.

 

 

 

A VEGETAÇÃO DA SERRA DE SINTRA

 

  

A Serra de Sintra, elevando-se junto ao litoral, beneficia de um clima muito temperado e húmido que, aliado à natureza eruptiva do solo, lhe dão excelentes condições para o desenvolvimento de um exuberante manto vegetal.

 

Rica em espécies atlânticas e mediterrânicas, os seus bosques marcam a transição entre a vegetação do norte e do sul do país, conservando ainda interessantes vestígios do seu coberto natural primitivo. Nela está reconhecida a existência de 901 espécies autóctones, das quais 7 são endemismos locais.

 

A introdução de plantas exóticas terá começado no Séc. XVI, com as descobertas marítimas, e intensificou-se durante o romantismo com a construção de jardins e de parques paisagísticos.

 

São particularmente notáveis o Parque da Pena que o Prof. Mário de Azevedo Gomes tão bem descreveu na sua Monografia e o de Monserrate, nos quais foram introduzidas centenas de espécies provenientes das mais diversas partes do mundo, que estão agrupadas consoante a família ou o género, ou por origem geográfica, reconstituindo paisagens e ambientes de países distantes, em perfeita harmonia e integração com o meio envolvente e a vegetação autóctone, criando a ilusão de fazerem parte da sua própria natureza.

 

A extraordinária diversidade da vegetação da Serra de Sintra onde, lado a lado, se encontram plantas das mais diversas origens, desde as dos climas frios, às dos desertos e regiões tropicais, confere-lhe um alto valor cultural e científico e um carácter único no panorama geográfico, paisagístico e florestal português.

 

 Rui Queirós           

(Eng.º Silvicultor)      

 

 

Associação de Defesa do Património de Sintra

Agradecimentos

 

Câmara Municipal de Sintra

Junta de Freguesia de S. Pedro de Penaferrim

Galeria Real

 

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    ACTUALIZAÇÃO 20-dez-2012 19:34 - © ADPSINTRA